Cirurgia plástica depois dos 40: o que muda no planejamento?
29/09/2026
(Foto: Reprodução) Aos 40 ou 50 anos, o objetivo da cirurgia plástica não deveria ser voltar a ter 20. Nessa fase da vida, o planejamento passa a considerar mudanças que aconteceram ao longo dos anos e que variam muito de uma mulher para outra.
Qualidade da pele, grau de flacidez, composição corporal, alterações hormonais, histórico de gestações e cirurgias anteriores são alguns dos fatores avaliados antes da indicação de um procedimento. Por isso, duas mulheres da mesma idade podem receber recomendações completamente diferentes.
Abdômen, mamas, braços, face e contorno corporal estão entre as regiões que costumam apresentar mudanças mais perceptíveis com o passar do tempo. Em alguns casos, a queixa está concentrada em uma única área. Em outros, diferentes alterações podem ser tratadas dentro de um planejamento conjunto.
Quando mais de uma cirurgia entra no planejamento
Uma das possibilidades para pacientes que apresentam alterações em diferentes regiões é o chamado Mommy Makeover, conhecido também como “X-tudo”. A proposta reúne procedimentos que podem incluir abdominoplastia, lipoescultura e mastopexia, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Apesar do nome ter se popularizado principalmente entre mulheres que passaram por gestações, a indicação não depende apenas da maternidade. O planejamento considera as mudanças corporais e os objetivos individuais de cada mulher.
No Instituto Presper Daher, quando a estimativa é de que a combinação de procedimentos ultrapasse seis horas de cirurgia, o planejamento é dividido em duas etapas. A conduta busca evitar procedimentos excessivamente prolongados e priorizar a segurança da paciente durante todo o processo.
Instituto Presper Daher
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Resultado natural começa na indicação
Depois dos 40, a qualidade dos tecidos e as características do corpo ganham ainda mais importância no planejamento. A mesma técnica pode produzir resultados diferentes dependendo da elasticidade da pele, da quantidade de gordura, da estrutura muscular e do histórico de cada paciente.
Por isso, o foco não deve estar em reproduzir um corpo de outra fase da vida, mas em tratar as alterações que incomodam respeitando as proporções e as características atuais de cada mulher.
A decisão sobre realizar um único procedimento ou combinar diferentes cirurgias deve ser feita após avaliação médica, considerando condições de saúde, prioridades, extensão da cirurgia e tempo de recuperação.
Mais do que a idade registrada no documento, são essas características individuais que ajudam a definir o que pode ou não fazer parte de um planejamento cirúrgico.
Responsável técnico: Dr. Presper Daher — CRM/SP 113.299 | RQE 31.626.