Mastopexia Multiplanos: por que levantar as mamas vai além da pele?
29/09/2026
(Foto: Reprodução) Levantar as mamas não significa apenas retirar o excesso de pele. Mudanças provocadas pelo envelhecimento, gestações, amamentação ou grandes oscilações de peso podem alterar não só a posição das mamas, mas também a distribuição do volume, a projeção e a qualidade dos tecidos.
Por isso, em alguns casos, a cirurgia precisa considerar mais do que a flacidez aparente. É essa a proposta da Mastopexia Multiplanos, abordagem que busca remodelar diferentes estruturas da mama para recuperar forma, sustentação e proporção.
Na técnica, o planejamento considera diferentes planos anatômicos e a utilização dos próprios tecidos mamários da paciente. Em vez de atuar somente na retirada de pele, o cirurgião avalia como esse volume pode ser reposicionado e redistribuído para construir um novo formato para a mama.
Forma e volume fazem parte do planejamento
Quando a mama sofre queda, é comum que parte do volume também mude de posição. Em algumas pacientes, há perda de preenchimento na região superior; em outras, o tecido permanece presente, mas passa a se concentrar em áreas diferentes.
A Mastopexia Multiplanos permite trabalhar essas características de maneira individualizada. No Instituto Presper Daher, o planejamento leva em consideração fatores como quantidade de tecido mamário, grau de flacidez, qualidade da pele, formato do tórax e proporção entre as mamas e o restante do corpo.
O objetivo não é simplesmente deixar as mamas mais altas, mas avaliar como os diferentes tecidos podem ser remodelados para melhorar a distribuição do volume e a projeção.
Instituto Presper Daher
Divulgação
É sempre necessário colocar prótese?
Não. O implante mamário pode ser associado à mastopexia quando existe indicação, mas não é uma etapa obrigatória da cirurgia.
Em pacientes que possuem tecido mamário suficiente, o próprio volume pode ser utilizado no processo de remodelação. Em outros casos, a prótese pode fazer parte da estratégia para complementar o volume ou atender às características e aos objetivos definidos durante a avaliação.
A escolha depende da anatomia de cada paciente e do resultado possível em cada situação.
Assim como em outras cirurgias plásticas, não existe uma única técnica adequada para todas as mulheres. A posição das mamas, a quantidade de pele, a distribuição do tecido e a qualidade da sustentação variam de paciente para paciente.
Por isso, mais do que retirar pele, a mastopexia exige entender a estrutura da mama como um todo. É essa análise que permite definir quais tecidos precisam ser reposicionados e se há necessidade de associar outras técnicas ao procedimento.
Responsável técnico: Dr. Presper Daher — CRM/SP 113.299 | RQE 31.626.